REVOLTA
GRANDE
DO XINGU
1930
1967
1970
1975
1976
1985
1990
1988
1992
1994
1995
1989
1980
1982
1500
- Ocupação na Ilha da Fazenda recebeu moradores
não-indígenas
- Ditadura militar anuncia um novo Código de Mineração
- Orca Mineradora, primeira empresa de mineração, se instala na região.

-Inauguração da construção da br230
TRANSAMAZONICA
– Criação do Projeto Radam.

- Criação do UHE Tucuruí.


- A recém-criada Eletronorte inicia os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu.
– Empresa Oca Mineração
(FAMÍLIA VERGUEIRO) reivindica “direitos minerários” concernentes à
4 pedidos para exploração de ouro e tantalita.
– Finalizado o relatório dos Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu.

- Eletronorte inicia os estudos de viabilidade técnica e econômica do chamado Complexo Hidrelétrico de Altamira, que reunia as Usinas de Babaquara (6,6 mil MW) e Kararaô (11 mil MW).

– Oca Mineração Ltda pratica crimes de tortura e pistolagem contra povos tradicionais e pequenos garimpeiros da Volta Grande do Xingu.

-Conclusão da obra de Tucurui.
– Gleba Ituna é matriculada como patrimônio da União.
Maior GLEBA da região.
– Concluído o Plano 2010 – Plano Nacional de Energia Elétrica 1987/2010.

-Os estudos do Plano indicam Kararaô como a melhor opção para iniciar a integração das usinas do Rio Xingu

– Criação da Verena Minerals Corporation, através de associação entre os canadenses e os irmãos Jad e Elmer Salomão (Ex-Diretor Geral do DNPM)
- Morre Quintino Assasinado
Temos como intuito demarcar historicamente o arco de acontecimentos sobre o Rio Xingu e os projetos de desenvolvimento sob ele, contínuos processos da colonização na Amazônia, repetida pelo governo do estado atualmente que traz o barramento inconsequente deste rio, usina hidrelétrica de Belo Monte, e atualmente a proposta de extração mineral pela empresa Canadense Belo Sun, provocando perdas irreversíveis ao ecossistema do Rio Xingu.
O Xingu, por onde singra há milênios um mundaréu de vida amazônica, sangra. O rio, o território e seus povos estão sendo feridos de morte. E a morte em curso não é natural. É um prolongado e doído assassinato. Há mãos sujas de sangue.
O primeiro golpe sobre as terras do Xingu foi dado nos anos 1970, com a Transamazônica atropelando quem estivesse pela frente. Mede-se até hoje o estrago daquela chaga colonial-militar.
Nesta década de 2010, foi a vez de Belo Monte abrir as comportas da destruição. Desterros, inundações e reduções de níveis d'água interromperam as existências das gentes, dos peixes, das tartarugas, das plantas.
Ao regular a vazão do rio, a Norte Energia controla o fluxo da vida - e da morte. Produz um apagão na biodiversidade. Este ano, um tal hidrograma de consenso vai rarear ainda mais a água em áreas como a Volta Grande do Xingu.

Como se não bastasse, um ataque fatal ronda a Volta Grande. É a iminência da extração industrial de ouro pela canadense Belo Sun. Para levar o minério, contamina-se o rio, esfacela-se as comunidades. Pode chamar de latrocínio.
O Xingu está morrendo, mas ainda respira. Até quando? Temos que defendê-lo! Fazer ecoar a luta incansável dos povos da Amazônia pela vida. Junto com eles, pôr o facão da Tuíra novamente em riste, trinta anos depois.
Manifesto da
Revolta Grande do Xingu